A Contagem Regressiva da Esperança


 A cada segundo que passa, um nó se aperta, 

Ansiedade cresce, um turbilhão em alerta. 

Em cada tique-taque, um sonho se acende, 

E a imagem te traz, em meu peito, transcendente.


Nos entrelaçamos em conversas profundas, 

Segredos revelados, em almas afins. 

Sorrisos pintados em cores vibrantes, 

Cumplicidade brotando, em instantes.


Mas a realidade, crua e implacável, 

Se impõe, cruel, sobre mim, inacessível. 

A ausência, uma sombra, se estende e se espalha, 

E a esperança, frágil, começa a se quebrar.


Um castelo de areia, ou dunas desertas? 

A dúvida me invade, em mil diferentes vertentes. 

Iludida, perdida, em um mar de incertezas, 

A pergunta ecoa, em minhas tristezas.

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