O Tique-Taque do Silêncio



A cada tique-taque do relógio, a ansiedade se intensificava. 

A imagem de nós dois, entrelaçados em conversas profundas, se tornava cada vez mais vívida. 

Sonhava com os sorrisos compartilhados, os segredos revelados e a cumplicidade que floresceria com o tempo. 

Mas a realidade se impôs, fria e implacável. 

A ausência, como uma sombra, se estendeu sobre minhas expectativas.

A pergunta ecoava em meu interior: teria eu enxergado um castelo de areia onde só havia dunas? 

A sensação de ter sido iludida me deixava perdida em um deserto de incertezas.

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