Em vão busco teu calor, teu olhar,
Num despertar solitário e sem par.
A ausência, um eco que não se silencia,
Em cada canto, a tua lembrança.
Um labirinto sem fim, sem norte,
Onde "e se" é a única rota.
Perdida em um mar de incerteza,
Buscando respostas, sem certeza.
A esperança, frágil flor, murchou,
Diante da verdade, crua e nua.
O tempo, implacável, segue seu curso,
Mas a dor, em meu peito, força.
Aprender a aceitar, desapegar,
A vida segue, mesmo sem querer.
A comunicação, a chave perdida,
Em um amor que se desfez em pedaços.

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